sexta-feira, 31 de maio de 2013

Os Imortais - volume 1- Para sempre

Oiee eu tava olhando minha estante de livros e vendo os meus preferidos Fazendo meu filme e Os imortais
Pois é que nome estranho ''os imortais'' e acabei pensando em postar sobre esse livro o ''Para sempre''
Aqui tem um pedacinho do capitulo 1:

— Adivinha!
As mãos quentes e úmidas de Haven apertam minhas bochechas, e seu anel,um crânio de prata escurecido, deixa uma marca
de sujeira sobre minha pele. E mesmo que meus olhos estejam cobertos e fechados, sei que os cabelos dela,tingidos de preto, estão
partidos ao meio; um espartilho de vinil preto se sobrepõe a uma
blusa de gola rulê — mantendo-se em conformidade com o código
de vestimenta de nossa escola; a saia comprida de cetim preto, apesar de nova, já tem um furo próximo à bainha, de quando ela pisou
com o bico das botas Doc Martens;os olhos parecem dourados, mas
só porque ela está usando lentes de contato amarelas.
Também sei que o pai dela não está viajando “a trabalho”, como
ele mesmo disse; que o personal trainer de sua mãe é muito mais
“personal” que “trainer” e que o irmão caçula quebrou um CD
dela, do Evanescence, e agora está com medo de contar.
Mas não sei isso tudo porque andei bisbilhotando a vida dela,
nem porque alguém me contou. Sei porque tenho poderes sobrenaturais.
Para sempre_minilivro_miolo.indd 2 03.11.09 15:52:56Para sempre 3
— Anda logo, adivinha! Daqui a pouco o sinal vai tocar! — ela
diz com a voz rouca, como se fumasse um maço de cigarros por dia,
embora só tenha tentado fumar uma vez.
Enrolo um pouco enquanto penso na última pessoa com quem
ela gostaria de ser confundida.
— Hilary Duff?
— Eca! Vai, tenta de novo. — Ela aperta ainda mais forte, nem
sequer desconfiando de que não preciso ver para saber.
— Será a sra. Marilyn Manson?
Ela ri e desencosta as mãos, e então lambe o polegar para apagar
a tatuagem de sujeira em minha bochecha, mas levanto o braço antes
que ela possa me alcançar. Não porque tenha nojo da saliva dela (quer
dizer, sei que Haven não tem doença nenhuma), mas porque não
quero que encoste em mim novamente. O toque humano é muito
revelador, muito cansativo, então procuro evitá-lo a todo o custo.
Com um gesto rápido, ela tira o capuz de minha cabeça e aperta
os olhos ao ver meus fones de ouvido.
— O que você está ouvindo?
Levo a mão ao bolsinho para iPod que costurei no capuz de
todos os meus moletons (para esconder dos professores os tão conhecidos fiozinhos brancos) e entrego a ela o aparelho.
— Puxa... — ela diz com os olhos arregalados. — Quer dizer,
que barulheira é essa? Quem é que está cantando isso?
Haven se curva para que nós duas possamos ouvir Sid Vicious
berrando sobre a anarquia no Reino Unido. Na verdade, nem sei se
ele é a favor ou contra. Sei apenas que berra o suficiente para dar
uma acalmada em meus supersentidos.
— Sex Pistols — respondo, desligando o iPod e guardando-o de
volta no esconderijo.
— Nem sei como você pôde me ouvir. — Haven sorri ao mesmo tempo que o sinal toca.
Simplesmente dou de ombros. Não preciso escutar para ouvir.
Claro, não é isso que digo a ela. Falo apenas que a gente vai se ver
de novo na hora do almoço e vou para minha aula, atravessando o
campus da escola e encolhendo-me ao intuir os dois garotos que se
Para sempre_minilivro_miolo.indd 3 03.11.09 15:52:564 Alyson Noël
aproximam pelas costas de Haven e pisam a bainha da saia dela —
por pouco não a fazem cair. Mas quando ela se vira para trás, faz o
sinal do Mal (certo, não é o sinal do Mal, mas algo que ela mesma
inventou) e os encara com aqueles olhos amarelos, eles imediatamente se afastam e a deixam em paz. Quanto a mim, suspiro aliviada
e entro na sala de aula, sabendo que não vai demorar muito até que
eu deixe de sentir a energia persistente do toque de Haven.
A caminho de minha carteira, no fundo da sala, desvio-me da bolsa que Stacia Miller deixou de propósito em meu caminho e ignoro a
serenata — “Per-de-do-ra!” — que ela diariamente sussurra ao me ver.
Em seguida, acomodo-me na carteira, tiro livro, caderno e caneta da
mochila, coloco os fones de ouvido, visto o capuz, jogo a mochila na
carteira vazia a meu lado e espero pela chegada do sr. Robins.
O sr. Robins está sempre atrasado. Sobretudo porque gosta de
tomar uns goles de seu cantil de prata entre uma aula e outra. Mas
bebe apenas porque a mulher grita com ele o tempo todo, a filha
o considera um fracassado e ele, quase sempre, detesta a própria
vida. Descobri tudo isso em meu primeiro dia nesta escola, quando
acidentalmente toquei na mão dele ao entregar o formulário de
transferência. Agora, portanto, sempre que tenho de lhe entregar
algo, deixo na beirada da mesa.
Fecho os olhos e espero, enquanto meus dedos deslizam pelo moletom, a fim de trocar o barulhento Sid Vicious por algo mais leve,
mais tranquilo. A gritaria de Sid não é mais necessária agora que estou
na sala de aula. Acho que a relação entre professor e alunos ajuda a
conter, pelo menos até certo ponto, minha energia mediúnica.
Nem sempre fui essa bizarrice que sou hoje. Já fui uma adolescente
normal, do tipo que ia às festinhas da escola, se apaixonava por celebridades e tinha tanto orgulho dos cabelos louros que jamais pensaria em
prendê-los num rabo de cavalo ou escondê-los sob um capuz. Eu tinha
mãe, pai, uma irmã caçula chamada Riley e uma cadela labrador amarela, fofíssima, de nome Buttercup.

Para ler mais entre: http://api.ning.com/files/-JZvayAyW7GGvUWbHRcYZ9ep38QrHTsmNLCHlHhQ9F6aq3gIH*r*Ub1mzzk75YEkzuwsnQWQ9eNEvRz64wNz9VfRjrtMcLQC/1CapituloParaSempre_LOW.pdf

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Kisses
Sweet Angel
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